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A oferta de empregos no segmento da Tecnologia da Informação (TI) deverá crescer cerca de 30% no próximo ano. Atualmente, 1.176 trabalhadores atuam em 110 empresas nesta área em uma região formada por 10 municípios (em um raio entre Apucarana e Bandeirantes). Se mantidas as projeções, o setor deverá apresentar o maior crescimento percentual na geração de novos postos de trabalho, ficando bem acima dos demais segmentos. Neste ano, por exemplo, o setor que mais gerou empregos (em porcentagem) foi a construção civil, com um aumento de 7,18% de novas vagas.
Com este cenário, o setor de TI vai se consolidando como a nova vocação da cidade, que sempre esteve ligada ao agronegócio e à prestação de serviços. O segmento não gera muitos empregos em números absolutos mas o seu principal diferencial é a utilização de mão-de-obra qualificada, que gera tecnologia e inovação para outros setores da economia, além de ser uma indústria limpa, que não causa poluição ao meio-ambiente. ''Londrina está sendo transformada em um centro tecnológico. A governança do APL está organizada, as lideranças estão trabalhando'', observa Marcus Friedrich von Borstel, presidente do Arranjo Produtivo Local (APL) de TI de Londrina e Região.
Ontem, o APL apresentou o diagnóstico do segmento durante evento que marcou o seu primeiro ano de atuação. Parte desta pesquisa já havia sido adiantada com exclusividade pela FOLHA há cerca de três meses. A maioria das empresas - 77,3% - tem até 15 funcionários e 46,2% delas estão no mercado há menos de cinco anos. O desenvolvimento de software é bastante variado, atingindo 68 diferentes áreas. Os produtos estão em todo o mercado nacional. Depois do Paraná, onde é comercializado 44,5% dos programas, o segundo mercado é São Paulo (17%), seguido por Santa Catarina (6,9%).
Outro dado que revela a qualificação do setor é que 17,9% das empresas exportam seus produtos. A Europa é o principal destino, onde 19% dos programas são comercializados. Alemanha, Argentina, Chile, Estados Unidos e Mercosul são a segunda destinação (com 9,5% cada uma). Neste caso, são 11 diferentes programas, que vão de outsourcing, consultoria de desenvolvimento de software, sistema de automação e website.
As empresas de TI estão concentradas em Londrina, que abriga 68,9% do total. Cornélio Procópio e Apucarana dividem a segunda posição com 8,5% das empresas cada uma. O APL foi formado há quase um ano e, até então, as informações sobre o próprio segmento eram escassas. Depois deste diagnóstico, a intenção é realizar uma outra pesquisa, no próximo ano, para apurar informações qualitativas e econômicas das empresas.
De acordo com o presidente do APL, o arranjo produtivo de Londrina foi reconhecido como área prioritária pelas entidades de apoio, o que garante mais recursos e infra-estrutura às empresas. Von Borstel acrescenta que dez empresas estão passando por processos de certificação (o que garante habilitação para exportar), enquanto outras dez estão em fase avançada de implantação do programa de qualidade.
Fonte: Folha de Londrina |