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Quase 18% das empresas de Tecnologia da Informação (TI) instaladas na região - em um raio que abrange Cornélio Procópio a Apucarana - exportam ou já exportaram seus produtos. Na região são 110 indústrias do setor que atuam em mais de 65 segmentos diferentes. Os dados foram revelados em pesquisa realizada no mês passado pelo Sebrae a pedido do Arranjo Produtivo Local (APL) de Ti. A Folha teve acesso com exclusividade ao levantamento, que será divulgado na íntegra no final de setembro.
''Esse resultado mostra que o setor está capacitado, que as indústrias são inovadoras e empreendedoras. O segmento de TI não gera muitos empregos, mas gera tecnologia e inovação para outros setores da economia'', salienta Marcus Friedrich von Borstel, presidente do APL de TI de Londrina. A pesquisa revelou o perfil quantitativo das empresas de tecnologia. Segundo o coordenador do APL de TI do Sebrae, Joel Franzim Júnior, consultor de Desenvolvimento, o índice de empresas que exportam está acima da média de muitos segmentos da economia.
''É um índice considerável, embora percentual seja diferente de números absolutos. Mas este resultado mostra que se o setor trabalhar de forma séria as exportações podem evoluir muito'', avalia Franzim. Os mercados internacionais atingidos pelas empresas regionais são Mercosul, América Latina e Europa. ''Essa informação (de que 17,9% das empresas exportam ou já exportaram) nos surpreendeu. Mas isso mostra que as indústrias querem e estão preparadas para atuar no mercado externo'', observa von Borstel.
Já no mercado interno, os produtos são destinados ao próprio Paraná (44,5% afirmaram que comercializam seus programas no Estado) e São Paulo (17%), enquanto 7,8% das indústrias informaram fazer negócios com todo o Brasil. Os programas mais vendidos são destinados às áreas comercial e industrial, mas há desenvolvimento de softwares para 65 setores da economia. Destes 65, 11 são ou foram exportados. ''Esse resultado mostrou que a região tem vocação para a tecnologia, mas não somente para um segmento'', comenta o presidente do APL.
As empresas de TI estão concentradas em Londrina, que abriga 68,9% do total. Cornélio Procópio e Apucarana dividem a segunda posição com 8,5% das empresas cada uma. O APL foi formado há quase um ano e, até então, as informações sobre o próprio segmento eram escassas. Por isso, foi feita a pesquisa que avaliou informações quantitativas sobre as empresas. ''Queríamos mostrar o quanto representa a TI para a cidade e a sua função estratégica para a região'', diz von Borstel.
Pequenas - A grande maioria - cerca de 77% - estão caracterizadas como micro ou pequenas. Deste índice, 48% têm até cinco funcionários, enquanto 29% empregam entre 6 e 15 pessoas. Além de serem pequenas, 46,2% das indústrias instaladas na região têm até cinco anos de vida; enquanto 30,2% têm entre 6 e 10 anos de mercado. Somente 8,2% têm mais de 15 anos. Segundo von Borstel, este foi o primeiro levantamento quantitativo envolvendo todo o setor, mas que no próximo ano deverá ser realizada uma outra pesquisa para conhecer os dados qualitativos/econômicos das empresas.
O levantamento ainda apurou os indicadores do setor, pesquisado em quatro níveis: aprendizado, processo, clientes e resultados. Essas novas informações, inclusive, irão direcionar a aplicação de recursos do Sebrae destinados ao APL para consultorias, treinamentos e cursos de capacitação. O Sebrae Paraná reconheceu o segmento de software como prioritário e estratégico para o Estado. A boa notícia é que para o próximo ano o órgão triplicou a verba destinada ao APL de TI de Londrina, que passará a contar com orçamento de R$ 150 mil.
Fernanda Mazzini
Reportagem Local
http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=33017LINKCHMdt=20070828