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9/9/2009
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Central de Negócios de softwares une o setor

APL de TI e Sebrae são parceiros no processo, ainda em fase de implantação, encabeçado por 13 empresas de Londrina.
 

Londrina vai ganhar a primeira Central de Negócios de empresas desenvolvedoras de softwares do Brasil. O programa, em fase de implantação, funcionará em sistema de parceria entre o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Londrina e o Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação (TI), que conta com cerca de 60 empresas associadas de Londrina e região.

A implantação da Central de Negócios, encabeçada por treze empresas de Londrina, tornará viável e mais barato o desenvolvimento de uma série de ações para ampliação do setor e, consequentemente, maior aquisição de mão de obra especializada e circulação de capital na cidade.

De acordo com o consultor do Sebrae Joel Franzin Junior, a expectativa é de que a legalização do projeto seja iniciada antes do final deste ano. O processo, de acordo com ele, está bem acelerado, devido ao entrosamento das 13 empresas, embora ainda esteja na primeira fase: fortalecimento de vínculos e planejamento de ações.

“Há pouco mais de dois meses são realizadas reuniões semanais e 33 ações já foram definidas.” A implantação da Central ainda vai passar por mais duas fases: legalização e efetivação.

Esta iniciativa, segundo o consultor, ressalta a importância de concorrentes tornarem-se parceiros no mercado de negócios. “Ao agirem num sistema de associativismo as empresas podem realizar compras conjuntas, planejar ações de compra e venda, fazer a capacitação de equipes e obtenção de melhores condições em linhas de crédito, com um poder maior de barganha em negociações”, afirma Franzin Junior.

Desta forma, de acordo com o consultor, o empresário consegue manter uma margem de lucro, comercializar com mais liberdade e atrair mais consumidores com preços menores de venda.

O presidente do APL de TI de Londrina e região e proprietário da Infoecia, empresa que atua há 20 anos no setor, João Carlos Monteiro, destaca que o objetivo principal da Central de Negócios é crescer e agregar mais empresários.

“Quanto mais gente envolvida, maior o poder de reivindicação da categoria e maiores as conquistas junto, inclusive, a benefícios governamentais”, afirma Monteiro. “Inicialmente foram 13 empresas que abraçaram a causa, mas algumas ações pleiteadas irão repercutir na melhoria do setor de software em todo o mercado local.”

A recomendação é para que os empresários do setor que ainda não buscaram a metodologia do Sebrae, se inscrevam no APL da área e comecem a traçar caminhos para uma união.

Experiência bem sucedida inspira empresas

O principal incentivo à união de empresas de produção de software em Londrina foram experiências que já demonstraram a eficácia da ação. Entre elas está o Condomínio Tecnológico de Softwares, localizado na rotatória da avenida Santos Dumont com a avenida JK. No local, 11 empresas produtoras de software estão instaladas com condições especiais de pagamento de condomínio, aluguel, segurança e até mesmo atendimento diferenciado com provedor de internet.

“Nós não podemos esperar 24 horas pelo reparo de uma conexão porque senão nosso negócio para. Mas com a representação das 11 empresas, conseguimos preferências de atendimento. Individualmente, provavelmente, não conseguiríamos”, conta o proprietário da Softcenter, Carlos Henrique Kasuya.

A empresa é especializada no desenvolvimento de softwares de transporte e logística e tem clientes espalhados por todo o território nacional. “Esse compartilhamento ajuda inclusive no networking empresarial, porque um cliente que chega procurando um software específico em qualquer uma das empresas, além de receber a indicação de onde encontrar o que precisa, pode conhecer a oferta de outros serviços.” Carlos Kasuya, que além de fazer parte do APL em TI de Londrina é um dos envolvidos na criação da Central de Negócios, apontou ainda outra ação conjunta, em que foi possível baratear custos com vale alimentação dos funcionários.

“A recepção é outra quando nos apresentamos como associação. Eu consegui baratear meus custos com o setor de alimentação em 80%.” Entre outras ações já em andamento pela Central estão: criação de um mestrado profissional na UEL; funcionamento de um laboratório de homologação de nota fiscal de softwares no Instituto Filadélfia, antes realizado no Estado apenas em Curitiba e a instalação do laboratório de software na unidade local do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

FONTE: Jornal de Londrina
07/09/2009 | Luiz Bartelli

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